Quanto custa um site depende de quatro coisas: o tamanho do projeto, quem produz o conteúdo, as integrações que ele precisa ter e quem cuida dele depois de pronto. Por isso dois orçamentos para “um site institucional” podem ter valores muito diferentes e os dois estarem certos. Este guia mostra o que compõe o preço, os custos fixos que todo site tem e o que exigir no contrato para comparar propostas do jeito certo.
O que entra no preço de um site?
O preço de um site é a soma de projeto, conteúdo, integrações e manutenção. Quem compara só o valor final, sem ver o que está em cada parte, costuma escolher a proposta mais barata e pagar a diferença depois em ajustes, em lentidão ou em um site que não aparece no Google.
| Parte | O que inclui | O que faz o preço subir |
|---|---|---|
| Projeto | Estrutura das páginas, layout, versão para celular | Número de páginas e de modelos diferentes |
| Conteúdo | Textos, fotos, vídeos e pesquisa de palavras-chave | Texto escrito do zero e fotos produzidas |
| Integrações | WhatsApp, formulário, CRM, agenda, pagamento, análise | Cada sistema que precisa conversar com o site |
| Técnica e SEO | Velocidade, segurança, dados estruturados, sitemap | Exigência de nota alta de velocidade no celular |
| Manutenção | Hospedagem, atualizações, cópia de segurança, suporte | Frequência de mudanças e prazo de resposta |
Quais custos todo site tem, além da criação?
Todo site tem dois custos fixos que continuam depois de pronto: o domínio e a hospedagem. O domínio é o endereço, como suaempresa.com.br, e no Brasil é registrado no Registro.br por R$ 40 por ano (Registro.br, consultado em outubro de 2026). A hospedagem é o servidor onde o site fica no ar e varia conforme o tráfego e o nível de cuidado.
Existe ainda um terceiro custo que quase ninguém coloca na conta: a manutenção. Um site em WordPress, por exemplo, recebe atualizações de segurança com frequência. Site sem atualização vira porta de entrada para invasão e perde posição no Google quando fica lento ou fora do ar.
Site institucional, landing page ou loja virtual?
O tipo de site muda o preço mais do que qualquer detalhe de layout. Antes de pedir orçamento, defina o que o site precisa fazer. Esta é a diferença entre os três formatos mais comuns:
- Site institucional: apresenta a empresa e cada serviço, com várias páginas pensadas para aparecer no Google. Veja site institucional.
- Landing page: uma página só, para uma oferta e uma ação, geralmente usada com anúncios. Veja landing page.
- Loja virtual: catálogo, carrinho, frete, pagamento e gestão de pedidos. É o mais complexo dos três. Veja criação de loja virtual.
Muitas empresas começam com o institucional e criam landing pages para campanhas específicas. Assim o site principal aparece no Google e cada anúncio leva para uma página feita para converter.
Por que existe site de preço tão diferente?
A diferença vem principalmente de quanto trabalho existe por trás de cada página. Um modelo pronto com texto genérico é rápido de entregar. Um site com pesquisa de palavras-chave, texto escrito para cada serviço, velocidade alta no celular e integração com WhatsApp e CRM leva mais tempo, e esse tempo é o que você está pagando.
Um exemplo ilustrativo: duas propostas para um escritório de contabilidade. A primeira entrega cinco páginas num modelo pronto, com o texto que o cliente mandar. A segunda entrega uma página por serviço, com texto pensado para as buscas de cada um, formulário ligado ao CRM e WhatsApp com a origem do contato. As duas se chamam “site institucional”, mas só a segunda foi pensada para trazer cliente pelo Google.
Quanto tempo leva para fazer um site?
Uma landing page costuma levar de uma a duas semanas. Um site institucional, de três a seis semanas. Uma loja virtual, de seis semanas a alguns meses, conforme o catálogo e as integrações. O que mais atrasa um projeto raramente é a parte técnica: é a espera por texto, fotos e aprovações do cliente.
Peça um cronograma com as etapas e quem é responsável por cada entrega. Se o conteúdo for seu, combine as datas antes de começar.
O que exigir no contrato?
O contrato precisa deixar claro de quem são o site, o domínio e as contas. Esse é o ponto que mais gera problema quando a empresa troca de fornecedor. Confira estes itens antes de assinar:
- Domínio no nome da sua empresa, com acesso ao painel do Registro.br.
- Acesso administrativo ao site e às ferramentas ligadas a ele, como Google Analytics e Search Console.
- O que está incluído: número de páginas, textos, fotos, integrações e rodadas de ajuste.
- Manutenção: o que cobre, quanto custa por mês e como funciona o suporte.
- Privacidade: formulários que coletam dados precisam de política de privacidade e consentimento, conforme a LGPD (Lei 13.709/2018).
- Saída: como você recebe os arquivos e as senhas se encerrar o contrato.
Um ponto que quase ninguém conta
O site mais barato pode sair o mais caro quando você começa a anunciar. Página lenta e confusa aumenta o custo do clique no Google Ads, porque a experiência na página de destino entra na nota de qualidade do anúncio. Explicamos essa conta em quanto custa anunciar no Google. Ou seja: o preço do site aparece também, todo mês, na fatura do anúncio.
Perguntas frequentes
Vale a pena fazer site em plataforma pronta?
Vale para começar, se você aceita os limites de layout, velocidade e integração. Quando o site vira canal de venda, com anúncio e SEO, uma estrutura própria costuma compensar pelo controle e pela velocidade.
Preciso pagar mensalidade depois que o site fica pronto?
Você vai pagar no mínimo domínio e hospedagem. A manutenção é opcional no contrato, mas necessária na prática para manter segurança, velocidade e atualizações em dia.
O site já sai aparecendo no Google?
O site pode ser indexado em dias, mas aparecer bem nas buscas leva meses. Veja o passo a passo em como aparecer no Google.
Em resumo
- O preço de um site soma projeto, conteúdo, integrações, técnica e manutenção.
- Domínio .br custa R$ 40 por ano no Registro.br; hospedagem e manutenção variam.
- Institucional, landing page e loja virtual têm escopos e preços muito diferentes.
- Exija domínio e acessos no nome da sua empresa e uma cláusula de saída clara.
- Site lento encarece o anúncio: o preço do site aparece também na fatura do Google Ads.



